segunda-feira, 21 de junho de 2010

Artigo: Brucelose

Neste pequeno artigo irei escrever sobre a brucelose, doença presente em todo o território nacional causada pela Brucella abortus, é também uma importante zoonose mundial, principalmente entre os países em desenvolvimento onde a sua incidência é muito maior. Nos bovinos a brucelose é uma das principais causas de aborto tardio, sendo assim o impacto econômico é muito grande e causas muitas perdas aos países.

- A brucelose é causada pela bactéria gram negativa Brucella abortus e a transmissão se dá através da ingestão, penetração pela pele e conjuntivas intactas e através do equipamento de ordenha, sendo que o animal infectado libera a bactéria ao meio ambiente principalmente na hora do parto, onde grande quantidade de microorganismos são eliminados junto com a placenta e o feto, podem também ser liberados através da urina e fezes, porém em menor quantidade. Após estar no solo, a bactéria pode sobreviver até 100 dias, porém são sensíveis ao uso de desinfetantes comuns. O bezerro que nasce de uma vaca contaminada na sua maioria são sorologicamente positivos até quatro a seis meses de vida devido aos anticorpos presentes no colostro, e mais tarde se tornam sorologicamente negativos, porém uma pequena parte pode permanecer com uma infecção latente e podem vir a eliminar a bactéria no futuro, sendo assim animais nascidos de vacas infectadas também devem ser retirados do rebanho. Touros a campo normalmente não são transmissores da doença, mas ela se torna possível e em maior grau caso seja utilizado um sêmen de um animal infectado. As vacas adultas e prenhes são mais suscetíveis do que animais sexualmente imaturos.

- Alguns fatores de risco são importantes para evitar a disseminação da brucelose em um rebanho, dentre eles estão:

* tamanho das instalações: o que evita contado muito próximo de animais sadios com os infectados

* número de vacas que abortaram: brucelose é sempre uma das principais causas de aborto e não se deve excluir a doença de um possível aborto;avaliar se o número de casos de abortos for acima do normal

* investimento no rebanho: brucelose esta disseminada em todo território nacional, mas afeta mais os rebanhos onde o investimento é mais baixo, já que muitas vezes as fêmeas jovens não são vacinadas

* eliminação do animal positivo: quanto mais tempo a fonte de infecção permanecer no rebanho, maiores serão as chances da doença disseminar em um maior número de animais

* vacinação de fêmeas jovens: a partir de 2002 a vacinação é obrigatória em fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e deve ser feita por um veterinário cadastrado. A vacina usada é com a cepa B 19.

- Importante salientar que a Brucella abortus é um parasita intracelular facultativo, isso é, a bactéria parasita o interior das celulas, no caso da B. abortus ela tem predileção pelos fagócitos, sendo assim não existe cura, já que o microorganismo quando atacado se “esconde” no interior de células do animal infectado.

- Existe a vacina com a cepa RB 51 da Intervet Schering-Plough® e pode ser aplicada em fêmeas adultas, porém não substitui a vacina em fêmeas jovens e deve ser usado como preventivo em fazendas onde a incidência da doença é alta.

- O exame para determinar que um animal a presença da doença em um animal é realizada como triagem através do teste do Rosa Bengala, que testa a presença de resposta imune no soro do animal e a confirmação pode ser feita através do teste de Elisa.

Brucelose é uma doença que causa diversos prejuízos ao país devido a sua disseminação e aos danos ao rebanho, outro aspecto importante é a possibilidade de infectar outros animais e os seres humanos, sendo assim é uma zoonose que merece toda a atenção e cuidado com o rebanho.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Manchete da NE


Res da seleção Nova Estiva do sr. Bráulio Queiroz, possui um temperamento excepcional, muito leiteira e bem caracterizada, filha de Conde, sendo assim é neta do Gaiolão DC e vai a Norte 65 na linha alta, na linha baixa é filha de Oferenda da Poty VR, fechada na seleção VR do Sr. Torres. Manchete da NE é um espetáculo de matriz e aberta para todos os grandes touros do momento.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Artigo: TE x FIV

Este artigo visa comparar as duas das mais modernas técnicas em reprodução animal empregadas nos rebanhos brasileiros, a Transferência de Embrião (TE) e a Fecundação in Vitro (FIV);


Ambas as tecnologias têm como objetivo permitir as matrizes a produzirem mais de um bezerro por ano. Abaixo descreverei cada técnica e listar os prós e os contras e posteriormente fazer um comparativo entre a TE e a FIV.

Transferência de Embrião (TE)

Das duas é a técnica mais antiga porém não menos eficiente, consiste em promover uma super-ovulação através de doses hormonais em horários pré-determinados, fazemos com que a res tenha múltiplas ovulações ao invés de apenas uma como normalmente, depois realizamos duas inseminações com intervalo de 12 horas para garantir que grande parte dos óvulos será fecundada; 7 dias após a inseminação fazemos uma lavagem intra-uterina, que nada mais é do que fazer passar pelo útero um líquido capaz de remover os embriões, então este líquido é filtrado por um pequeno filtro que retém os pequenos embriões em sua manta, este filtro é levado a um laboratório onde é lavado e seu conteúdo derramado em placas especiais que serão analisadas através de um estereomicroscópio (lupa) para a procura dos embriões; ao achar um embrião este é separado e pode ou ser congelado ou mesmo inovulado a fresco em uma receptora pré-avaliada. Abaixo relatarei os prós e contras da TE:

• Vantagens
- mais barata = apesar de altos gastos com hormônios e material de coleta, a TE saí mais em conta do que a FIV
- 50% de fêmeas = a TE produz número igual de machos e fêmeas
- permite a congelamento = é possível congelar o excedente de embriões com pouca perda de prenhes
- menos tecnologia = na TE o uso de equipamentos não se faz tão necessário quanto na FIV
- melhor uso de receptoras = produz mais prenhezes do que a FIV

• Desvantagens
- uso de duas doses de sêmen = precisa de duas inseminações
- não permite usar animais prenhes
- intervalo entre coletas de no mínimo 30 – 40 dias
- pode produzir cistos = a dose de hormônios pode levara fêmea a produzir cistos ovarianos


Fecundação in Vivo

Tecnologia moderna que consiste em aspirar os oócitos (óvulo + zona pelúcida) das fêmeas através de uma bomba de vácuo que cria uma pressão negativa em um tubo ligado a uma agulha, esta agulha é guiada através de uma guia especial ligada a um aparelho de ultra-som, os oócitos aspirados são depositados em um tubo e posteriormente avaliados em um laboratório ao lado do curral. Os oócitos depois de separados são levados a um laboratório de FIV onde serão maturados e fecundados com o sêmen previamente escolhido, muitas vezes uma dose de sêmen é capaz de atender duas ou mais vacas, o embrião é então formado, maturado e transferido em receptoras pré-avaliadas. Abaixo relatarei os prós e contras da FIV:

• Vantagens
- permite o uso de fêmeas prenhes = é possível aspirar reses com até 3 meses de prenhes
- não necessita o uso de hormônios
- maior freqüência do uso das matrizes = é possível realizar uma aspiração a cada 15 dias com a mesma matriz
- permite o uso de sêmen mais caros = por otimizar o uso das doses de sêmen permite ao criador usar doses raras e mais caras
- maior produção de embriões

• Desvantagens
- embriões congelados apresentam índices muito baixos = alguns laboratórios parece terem encontrados a solução para este problema, mas ainda estão em estágio de teste, em vias de regra, embriões congelados de FIV perdem muito em prenhes
- pode causar aderência do ovário = por ser um método mais invasivo onde o ovário é perfurado por agulhas diversas vezes, produz um sangramento e pode causar a aderência do ovário na parede do útero o que diminui a vida reprodutiva da matriz
- técnica mais cara = usa muita tecnologia com diversos equipamentos
- produz mais macho do que fêmeas = pode chegar até a 70% de machos, normalmente varia em torno de 60% de machos e 40% de fêmeas, o uso do sêmen sexado supri esta deficiência
- prenhes mais baixa = a média gira em torno de 35 – 40% de prenhes
- maior chance de nascer animais defeituosos = na FIV esta chance é maior devido ao processo de seleção de espermatozóides que através de uma centrifuga escolhe as células de uma determinada faixa onde se concentra mais espermatozóides de machos e com defeitos pequenos (células mais leves)

O Gir como todas as outras raças de bovinos seguem um padrão quanto a produção de embriões seja na TE ou na FIV: poucos animais produzem muito pouco, muitos produzem médio e poucos produzem muito; é preciso achar estes animais nos rebanhos e reproduzi-los.

O Gir por ser zebuíno responde muito bem à FIV por ter um maior recrutamento de oócitos por ovulação, não é raro encontrar matrizes produzindo mais de 50 oócitos, destes 1/3 se transforma em embrião, porém a seleção e a busca por famílias mais férteis e mais produtivas tem nos levado a encontrar reses capazes de produzir também muito bem através da coleta de embrião via super-ovulação, hoje em dia encontramos matrizes capazes de produzir mais de 15 embriões viáveis e de ótima qualidade, por isso é indicado usarmos apenas animais oriundos de famílias sabidamente produtivas, tanto na área de leite quanto na área reprodutiva, ou mesmo os animais Padrão que venham a acrescentar nas características raciais do rebanho; o Gir por característica produz embriões de ótima qualidade e que apresentam índices de prenhes acima da média, assim como também os machos mostraram-se superiores na produção de sêmen, é uma ótima notícia para a raça que tem como objetivo conquistar o seu espaço na pecuária nacional.

Neste artigo a idéia é de esclarecer o que são estas duas importantes ferramentas das quais o pecuarista de animais de elite conta a seu favor, são técnicas caras que devem ser usadas com critério. Ambas possuem vantagens e desvantagens, por isso creio que possam ser usadas em conjunto, de forma alternada ou dependendo da disponibilidade de sêmen, receptoras, localização e opinião de um profissional, o importante é que por se tratarem de técnicas que otimizam o uso das matrizes é necessário que sejam utilizados apenas animais melhoradores, animais dos quais já sabemos a produção e o que esperar deles.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rajada da NE


Linda res, filha de Luneta da NE (Vajsun DP x Farmácia da NE – uma das melhores matrizes da seleção Nova Estiva) com Biblos TE de Kubera (Fabuloso de Brasilia em vaca Ébano de Brasília), Rajada da NE alia muita caracterização e muito leite em seu pedigree, matriz jovem e com um temperamento espetacular, um animal que resume bem a seleção Nova Estiva e o que o Sítio Paineiras busca em seus animais.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Touros em Destaque - CA Sansão


Touro que escreve a sua história dentro da raça, líder por 5 anos do sumário da Embrapa/ABCGIL, CA Sansão pode ter seus defeitos quanto a conformação racial, tamanho de umbigo, formação de úbere, entre outros, mas para produzir filhas leiteiras certamente CA Sansão é a escolha. Filho de CA Everest, um dos pilares do Gir Leiteiro dos dias de hoje, com CA Heureca, res que provou 8 filhos dos 8 testados em diferentes acasalamentos, CA Sansão resumi o que há de melhor na fazenda Campo Alegre quanto a produção leiteira e doses de sêmen dele devem estar em qualquer botijão de fazendas que procuram leite acima de tudo.


Dacha da Ubre - CA Sansão x Dacha Kubera (CA Galeão: irmão completo do CA Guri)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fábrica ZS



Res de ótima caracterização racial, Fábrica ZS é um animal proveniente do criatório do sr. Zeid Sab, matriz que alia beleza, produtividade, fertilidade e ótimo temperamento, com Napolitano TE da Cal produziu Dijon das Paineiras, um dos destaques da seleção do Sítio Paineiras.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Touros em Destaque - Desejo TE Silvânia


Filho do grande CA Everest com uma das melhores matriarcas do Gir leiteiro e mãe de diverosos touros em central, EFALC Nata Lageado, Desejo TE Silvânia é cria da Estância Silvânia do proprietário Edurado Falcão, touro que apresenta ótima linha de dorso, boa garupa, umbigo em um tamanho razoável, cupim bem inserido e em bom tamanho, boa profundidade e bom comprimento, bons aprumos e musculatura, touro que certamente passará muito leite as suas filhas sem perder em caracterização racial. Abaixo uma foto da Dakota das Paineiras (Desejo TE Silvânia x Menina da NE).