quinta-feira, 1 de março de 2012

20o Grupo do teste de Progênie: Coliseu TE da Silvânia e Eliel TE Kubera

Continuando com a avaliação dos touros do 20º Grupo do Teste de Progênie da ABCGIL/Embrapa iremos comentar sobre o touro Coliseu TE da Silvânia, de propriedade do senhor Eduardo Falcão, da Estância Silvânia. Coliseu TE da Silvânia tem um pedigree extremamente interessante já que une o pilar CA Everest, portanto pai de inúmeros animais de sucesso dentro da raça, dentre eles o líder CA Sansão, com a extraordinária Garbha dos Poções, res mais premiada nas pistas do Brasil e que deixou filhos como o Dom TE da Silvânia, Dona TE da Silvânia e Enlevo TE da Silvânia, só por aí dá para ver a importância desta matriz para a raça. Garbha dos Poções vai a Dadanyio dos Poções, um dos grandes filhos do Radar, na Gurgi dos Poções, res que vai a Radar também, portanto temos no Coliseu TE da Silvânia a união do grande CA Everest com Garbha dos Poções que leva muito sangue do Radar em sua genealogia, estamos falando dos animais de maior destaque na raça nos últimos tempos e que agrega muito leite e caracterização, principalmente na linha baixa.

Sobre o touro e analisando a foto da Internet, acho o Coliseu TE da Silvânia um animal de extremamente profundo, poderia ser mais comprido, escorre um pouco de garupa, linha de dorso muito boa, aprumos pela foto me parecem um pouco curvas (é preciso analisar o animal ao vivo e em movimento para se ter uma melhor avaliação), umbigo pesado bem característico da linhagem Radar, cupim muito volumoso e muito bem inserido com uma base larga e forte, pescoço bom, saída de chifres levemente alta com chifres chatos e finos, orelhas de bom tamanho e levemente gavionadas, cabeça leve e masculina, enfim Coliseu TE da Silvânia é um ótimo touro que agrega muito leite sem deixar a caracterização de lado, um animal que deve colocar muita profundidade e tipo leiteiro nos animais e que esta aberto para as linhagens Vale Ouro, Bemfeitor, Rajastan, Impressor, entre outras. Vejo o Coliseu TE da Silvânia como um dos grandes candidatos a figurar na ponta desta bateria e com força para brigar pela liderança do quadro geral, estamos falando da união de grandes animais da raça, Everest e Garbha com a chancela do grande Radar, Coliseu é touro para ser provado e bem, a Estância Silvânia vem se mostrando um grande seleiro de bons touros para o mercado e este é mais uma ótima opção da seleção do Eduardo Falcão. Sêmen vendido na ABS Pecplan. Boa sorte ao Eduardo Falcão, à Camila e a todos da Estância Silvânia.


Sumauma Festa - filha do Coliseu TE da Silvânia, detalhe no belo sistema mamário com um úbere raso, tetos de boa espessura e ótimos ligamentos


Segundo touro desta postagem é o Eliel TE Kubera, de propriedade do senhor Dirceu Azevedo Borges. Eliel TE Kubera é um animal com genealogia muito interessante, já que é mais um bom filho do grande CA Everest, mas desta vez com a excepcional Efalc Pampa Lageado, para mim uma das mais belas matrizes da seleção do Eduardo Falcão, Pampa é filha do Rocar Lageado V. Ouro, portanto irmã paterna da grande Nata, vale lembrar também que o Rocar Lageado é filho do Vale Ouro de Brasília com a Zuzu, mãe da Rocar Induzia Omega que por sua vez é mãe do Vaidoso da Silvânia, só animais muito bem caracterizados e bons de leite no pedigree, isto sem contar com CA Everest na linha alta, genealogia que me agrada bastante principalmente por trazer o sangue da Pampa.

Sobre o touro e analisando as imagens disponíveis na Internet, achei o Eliel TE Kubera, um animal de ótima profundidade, comprimento muito bom, linha de dorso levemente selada, aprumos retos, por isso escorre de garupa, atentaria para acasalar com algumas linhagens, cupim muito volumoso e muito bem inserido, pescoço de bom tamanho, umbigo corrigido, saída de chifres muito boa, chifres redondos e de boa grossura, orelhas de bom tamanho e levemente gavionadas, cabeça leve e masculina, pelagem moura clara que merece cuidado para acasalar para evitar despigmentação principalmente com filhas do Urânio. Acho o Eliel TE Kubera um touro bem caracterizado e que pode surpreender, tem pai e mãe para pensar em algo grande, não acho que será o líder desta bateria, mas deve figurar no pelotão da frente e se classificar bem no quadro geral, é uma ótima opção trazendo a genética da Efalc Pampa Lageado, res que muito me agrada. Possui sêmen na Vital Genética e pode ser acasalado com as linhagens Bemfeitor, Radar, Impressor, Rajastan, Jaguar, entre outros. Boa sorte aos proprietários do touro na divulgação do teste.

Clique na imagem para ver vídeo

Efalc Pampa Lageado, linda res e mãe do Eliel TE Kubera


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

20o. Grupo do Teste de Porgênie: Cenário TE da Silvânia e Bonzo de Brasília


Continuando com a avaliação dos touros do 20º Grupo do Teste de Progênie da ABCGIL/Embrapa iremos comentar sobre o touro Cenário TE da Silvânia, de propriedade do sr. Carlos Alberto Caldeira Brant, da fazenda do Gavião. Cenário TE da Silvânia tem uma genealogia extremamente interessante já que é filho do Dalton TE Pati Cal, pai da grande FB Nefrita e um dos melhores filhos do Pati da Cal, touro de ótima caracterização, porte e leite. Na linha baixa, Cenário TE da Silvânia reserva algo ainda melhor, é filho da excepcional Efalc Jaca Cadarso, mãe da grande Nata, res símbolo da seleção Silvânia e Paraíso Caju, portanto une muito leite, raça e consistência em seu pedigree, o pai da Nefrita com a mãe da Nata, genealogia de botar muito respeito.

Sobre o touro e analisando a foto da Internet, acho o Cenário TE da Silvânia um animal de ótimo comprimento, poderia ser um pouco mais profundo, mas nada de mais, mesmo porque é comprido demais, o que é sempre muito bom, ótima garupa, linha de dorso levemente selada, pode ser pela foto, mas também não é nada que dava-se preocupar na hora de acasalar, aprumos fortes e bons, umbigo bem corrigido, cupim de bom tamanho e bem posicionado, parece tombar, orelhas de bom tamanho e bem gavionadas, pescoço de bom tamanho, saída de chifres boa, chifres redondo e um pouco grossos, tomaria cuidado para acasalar com fêmeas que tenham esta característica, cabeça leve e masculina, um touro de muito bom porte e uma pelagem que pode requerer alguns cuidados para acasalar se o Cenário TE da Silvânia passar aos filhos, enfim, acho o Cenártio TE da Silvânia um ótimo touro, tem pedigree para brigar pela ponta e acredito que será provado e bem, não acho que chegará a ameaçar o Sansão, mas se colocará muito bem e será uma ótima opção de sangue, já que é aberto a diversas linhagens, apenas tomando cuidado para não acasalar com os filhos da Nata, Nefrita e Astro TE Kubera, Cenário TE da SIlvânia tem sêmen disponível na ABS Pecplan. Boa sorte ao Carlos Brant e todos do Gavião.


Sumaúma Escuna - filha do Cenário TE da Silvânia e maior valor genético da fazenda Sumaúma. Escuna terá 50% das suas cotas a venda no leilão TopGenética dia 05/03. Foto cedida gentilmente pelo João Cruz Reis Filho da fazenda Sumaúma, detalhe no ótimo sistema mamário da res.
 
Segundo touro desta postagem é o Bonzo de Brasília, de propriedade do senhor César Augusto Gomes Gaspar. Bonzo de Brasília tem uma genealogia muito leiteira e descendente das melhores famílias da fazenda Brasília, já que é filho do Fantoche de Brasília, touro que foi vendido para a Colômbia, mas que deixou bons animais no Brasil, sendo um dos grandes filhos do Udo de Brasília e pai de outros bons animais como o Cowboy TE de Brasília, Assírio TE de Brasília e Devon Kubera. Na linha baixa, Bonzo de Brasília conta com Soberana de Brasília, res que vai a Bemfeitor numa filha da grande Farroupilha, uma das maiores lactações da seleção do sr. Flavio Perez, muito leite e bons úberes neste pedigree.

Sobre o touro e analisando as fotos da Internet, em minha opinião, Bonzo de Brasília é um touro de ótima profundidade, peca um pouco no comprimento, garupa levemente escorrida, cuidado para acasalar com filhas do CA Paladino entre outros animais que tendem a escorrer de garupa, aprumos fortes porém com pernas retas, umbigo pesado, cuidado com filhas do Radar, linha de dorso muito boa, cupim de bom tamanho e bem inserido, pescoço de tamanho mediano, saída de chifres corretas, com cifres redondos e finos, orelhas de bom tamanho e pouco gavionadas, cabeça masculina e leve, o temperamento é outro ponto importante, não conheço o Bonzo de Brasília ao vivo, mas a linhagem Udo produz animais mais ariscos, nada que um bom manejo não resolva, mas é bom acasalar com matrizes mais calmas. Vejo o Bonzo de Brasília como um touro que irá brigar pela parte intermediária da bateria, tem um pedigree consistente no leite, porém terá pouca ajuda dos irmãos e isto numa disputa apertada pode fazer a diferença, é um touro para colocar ótimo sistema mamário e boa produção, peca um pouco no racial, mas se bem acasalado pode produzir muita coisa boa. Pode ser acasalado com a linhagem Everest, Cadarso, Meteoro, Radar, Vale Ouro e Jaguar. Bonzo de Brasília tem sêmen disponível na Lagoa da Serra. Boa sorte ao senhor César Augusto Gomes Gaspar. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

20o Grupo Teste de Porgênie - Brasil TE de Brasília e Delegado BJS



Continuando com a avaliação dos touros do 20º Grupo do Teste de Progênie da ABCGIL/Embrapa iremos comentar sobre o touro Brasil TE de Brasília de propriedade da central Axelgen. Brasil TE de Brasília é filho do CA Everest com a Oferenda de Brasília, uma das melhores matrizes da seleção do sr. Flávio Perez e filha do Impressor na Ginger, só por ai já dá para ver o potencial leiteiro do animal, além disto, Brasil TE de Brasília é irmão completo do Bagdá TE de Brasília, touro que também terá o seu resultado divulgado este ano durante a Expozebú e reprodutor que vem se destacando no cenário nacional, é saber qual dos dois irá se dar melhor no sumário

Sobre o touro e analisando a foto da Internet, acho o Brasil TE de Brasília um touro de boa profundidade, comprimento bom também, escorre um pouco de garupa, mas nada demais, bons aprumos, umbigo um pouco pesado, mas nada que precise cuidado ao acasalar, linha de dorso muito boa, cupim de ótimo volume e muito bem inserido, pescoço de comprimento bom, saída de chifres muito alta, atentaria para acasalar com alguns touros da linhagem do Modelo e Meteoro, chifres finos, orelhas poderiam ser maiores e mais gavionadas, cabeça leve e masculina, quanto a pelagem é um tópico a parte, já que segundo as orientações da ABCZ atuais não serão permitidas pelagens com tons de cinza, no passado eram aceitas, por isso o Brasil TE de Brasília possui RGD, não vou entrar no mérito da questão se esta certo ou errado, mas atentaria para acasalar com linhagem da Umidade da Cal (Bemfeitor e Jaguar TE do Gavião), pode ser que saiam animais que podem não serão aceitos pela ABCZ, porém uma coisa é certa, leite o Brasil TE de Brasília tem tudo para colocar no plantel, já que possui uma genealogia muito consistente para tal. Pode ser acasalado com as linhagens Bemfeitor (cuidado com pelagem), Vale Ouro, Radar, Rajastan e Dalton. Brasil TE de Brasília tem sêmen disponível na Axelgen. Vejo o Brasil TE de Brasília como um touro que será provado e pode ser uma surpresa, já que possui família para pensar grande, deve se colocar no meio para cima no grupo, eu acho que irá ficar atrás do Bagdá de Brasília, mas provado e bem. Boa sorte aos proprietários.




Segundo touro desta postagem é o Delegado BJS, da Bom Jardim da Serra, de propriedade do sr. Guto Quintela. Delegado BJS é filho do líder CA Sansão com a Recita de Brasília, res que vai a Caju de Brasília em vaca Onassis de Brasília, portanto fechada na seleção do sr. Flávio Perez, o que é certeza de muito leite com ótimo sistema mamário, alia-se a isto ser filho do grande CA Sansão, touro que mudou a história do Gir leiteiro e é líder de ambos os sumários e sempre classifica bem os seus filhos, por aí dá para se olhar para o Delegado BJS com outros olhos e considerá-lo um dos grandes concorrentes nesta bateria e um dos que podem sonhar em desbancar o seu pai da liderança.

Sobre o touro e analisando as fotos da Internet, em minha opinião, Delegado BJS é um touro boa profundidade, poderia ser um pouco mais comprido, mas nada que seja relevante, garupa levemente escorrida, bons aprumos, umbigo um pouco pesado, cupim de bom tamanho e bem inserido, base parece larga e não deve tombar, pescoço de tamanho normal, saída de chifres um pouco alta, com chifres finos e chatos, saem para baixo e depois viram para cima, orelhas de bom tamanho e gavionadas, parece ter boa marafa, mas é preciso ver ao vivo para ter certeza e uma cabeça leve e masculina, pelagem boa e bem pigmentado. Vi alguns bons filhos do Delegado BJS, animais de bom porte e profundidade, acho que será um touro que brigará pela parte de cima da bateria, com chances de ficar entre os primeiros da classificação geral, seu pai dá condições de pensar em algo grande e seu avô materno é pai de ninguém menos do que Profana de Brasília, portanto Delegado BJS une dois dos mais leiteiros animais da raça, Cajú e Sansão. Pode ser acasalado com as linhagens Radar, Bemfeitor, Rajastan, Impressor, etc. Delegado BJS tem sêmen disponível na Lagoa da Serra. Boa sorte a todos da Bom Jardim da Serra.


Bastuk das Paineiras - filho do Delegado BJS

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

20o Grupo Teste de Porgênie - CA Coronel e Diáfano TE Kubera


Continuando com a avaliação dos touros que terão o resultado divulgado durante a Expozebú e fazem parte do 20º Grupo do Teste de Progênie vamos comentar sobre o CA Coronel, da Fazenda Terra Vermelha do criador Kinkão, berço do líder CA Sansão, e CA Coronel é mais um filho dele a ser testado pela ABCGIL, isso já o credencia para ser um dos candidatos a se sair muito bem no teste, haja visto que seu pai, Sansão, além de ser líder em ambos os sumários também tem dois de seus filhos como segundo colocados, Urânio no teste da ABCGIL, e Bastão no da ABCZ, na linha baixa CA Coronel conta com CA Iara, uma das mais produtivas matrizes da Campo Alegre e filha do FB Azoto, importante touro da seleção FB e um dos grandes filhos do FB Sândalo. CA Coronel é a união de duas das mais antigas seleções da raça, FB e CA, não é a toa que os dois responsáveis pelas marcas, Zé de Catro (FB) e Kinkão (CA), fazem anualmente o leilão “Pioneiros”.

Sobre o touro, em minha opinião, CA Coronel é um reprodutor típico filho do Sansão, muita profundidade e peca no comprimento, capacidade digestiva muito grande, um touro de estatura de média para baixa, escorre de garupa, tomaria cuidado para acasalar, linha de dorso correta, aprumos fortes, umbigo pesado, cuidado com linhagem Radar, cupim muito volumoso e bem inserido, pescoço poderia ser maior, saída de chifres um pouco alta e com chifres finos e chatos, orelhas de bom tamanho e gavionadas, touro apresenta uma cabeça ceve e masculina, enfim é um ótimo reprodutor para colocar leite e profundidade nas matrizes, vejo o CA Coronel como um dos touros para brigar pela ponta da bateria e quem sabe beliscar um bom posicionamento na classificação geral, tem pais que o credenciam a alcançar uma boa colocação e seria uma surpresa não encontrá-lo bem classificado no sumário. CA Coronel é aberto a todas as linhagens com exceção da Everest. Boa sorte ao Kinkão e a todos da Terra Vermelha e parabéns pelo belo animal.
  

Segundo touro desta segunda dupla de avaliação é o Diáfano TE Kubera de propriedade do senhor Angeluz Cruz Figueira, da fazenda Terras de Kubera. Diáfano TE de Kubera é irmão completo do já provado CA Guri, portanto é Impressor de Brasília na CA Indaiatuba, que vai a Everest, portanto muito leite, fora isto tanto Diáfano quanto Guri são dois dos touros mais pesados da raça, ambos ultrapassaram a marca de 1.000 kg.
 
Sobre o touro, acho o Diáfano TE Kubera um touro extremamente grande, coloca muito porte nos filhos, tem ótima profundidade e comprimento, garupa muito boa, pela foto parece selar um pouco, mas nada em especial, aprumos corretos e boa ossatura, umbigo de tamanho normal, cupim médio e bem inserido, saída de chifres um pouco alta, tomaria cuidado para usar em matrizes com esta característica, chifres redondos e de média espessura, pescoço poderia ser um pouco mais comprido, orelhas um pouco grandes, mas gavionadas, cabeça masculina, porém pesada, vejo alguns animais da linhagem da CA Indaiatuba e é uma característica dos animais, tomaria cuidado na hora de acasalar, portanto Diáfano TE Kubera é um touro que coloca muito porte no rebanho, animais de bom volume, leite e um ponto a ser levado em conta também é o fato de o temperamento dos filhos do Impressor ser um pouco mais arredio, sendo assim é interessante acasalar com linhagens mais mansas como Gaiolão DC, Radar e Teatro. Vejo o Diáfano TE Kubera como um touro que irá ser provado, deve ficar no meio para cima dentro da bateria, mas não o vejo como um forte candidato a tirar a coroa do CA Sansão, acho um touro que agrega bastante à raça por ser um animal de muito porte sem deixar o leite de lado além de estar aberto para as linhagens Radar, Vale Ouro, Teatro, Bemfeitor e Rajastan. Boa sorte a todos da Kubera.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

20o. Grupo Teste de Progênie - Hakanahí da São José e Losaiko TE da Palma

Assim como no começo do ano, irei comentar sobre os animais do 20º Grupo do Teste de Progênie da ABCGIL/Embrapa, lembrando que os comentários são baseados nas fotos disponíveis na internet e permitem uma avaliação preliminar do animal, além disto, é apenas a opinião sem base em critérios técnicos e serve apenas para nortear o uso dos animais, alguns dos touros em questão já vi alguns filhos, e peço a ajuda de todos nos comentários, acho interessante o debate para avaliar os reprodutores que fazem parte da história e seleção da raça. A ideia é postar os animais sempre em pares e possivelmente avaliar a chance de cada um no resultado que será divulgado durante a Expozebú em Maio. Será que alguém bate o grande Sansão?? Façam as suas apostas!!

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O primeiro touro a ser avaliado é o Hakanahí da São José, da fazenda São José do grande selecionador Alberto Pereira Nunes e hoje é comandada pela sua filha Andréia Pereira Nunes e seu neto Milton, seleção importante da raça e que gerou a grande Xantina da São José, focando sempre em animais raçudos e leiteiros. Hakanahí da São José é filho do grande Bemfeitor Raposo da Cal na melhor matriz da São José, Xantina, que vai a SC Uaçaí Jaguar, pai de ninguém menos do que a grande Dengosa, e o mais famoso filho do raçador Jaguar 3R, união das seleções Calciolândia e 3R com pitada da seleção do senhores Manuel e José João Salgado Reis, daí já podemos ver que Hakanahí da São José coloca muito leite na vacada, e não se esquecendo da questão racial.

Sobre o touro e analisando a foto da Internet, acho o Hakanahí da São José um touro de bom porte, puxou isto de sua mãe Xantina da São José que é uma res de porte elevado, ótimo comprimento, poderia ser um pouco mais profundo, mas nada que o penalize, pela foto a garupa é um pouco escorrida, Bemfeitor as vezes dá este tipo de garupa, aprumos traseiros parecem levemente retos (só vendo o animal ao vivo para afirmar ao certo), linha de dorso muito boa, cupim de ótimo tamanho e bem inserido (a base é larga não me parece que irá tombar, mas é preciso ver o animal com mais idade), umbigo corrigido , pescoço de bom tamanho, orelhas bem gavionadas, saída de chifre muito boa, com chifres redondos, porém finos, cabeça masculina e leve, em resumo em minha opinião Hakanahí da São José é um ótimo animal, com muito leite na genealogia e com ótima caracterização racial, outro ponto positivo é a abertura para diversas linhagens como Teatro, Radar, Everest, Vale Ouro e Impressor. Vejo o Hakanahí da São José como um touro com ótimas possibilidades de se classificar bem no sumário, não seria surpresa encontrar ele entre os 30 primeiros. Boa sorte ao pessoal da São José, em especial a dona Andréia e ao Milton.



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Segundo touro desta primeira dupla de avaliação é o Losaiko TE da Palma de propriedade do se. Joaquim Roriz. Losaiko TE da Palma é filho do Marduque II, touro que resgata o sangue do touro Marduk Importado, importante reprodutor do passado. Na linha baixa, Losaiko TE da Palma vai a Joana Cal, res fechada na seleção Calciolândia, já que é filha do Eleator Pati Cal, Pati na Umidade da Cal, mãe do Bemfeitor, leite com animais de bom porte e ótimo racial.

Sobre o touro, em minha opinião, Losaiko TE da Palma é um touro de ótimo porte, comprido, profundidade boa também, garupa correta, umbigo corrigido, aprumos corretos, linha de dorso muito boa, cupim poderia ser maior, mas é bem inserido, pescoço de bom tamanho, orelha gavionadas, cabeça masculina e levemente encarneirada, animal mocho o que torna uma boa opção também para fazer cruzamentos. Losaiko TE da Palma é um animal aberto a diversas linhagens tendo apenas que ser excluídas as do Bemfeitor e do Pati, deixando assim uma gama de opções para ser bem acasalado, é um touro mocho que pode apresentar alguma resistência por parte dos criadores do Gir com chifres, mas vale lembrar que o mocho vem fazendo bonito nas pistas e torneios, o que aumenta a expectativa em cima do Losaiko TE da Palma, acho que será provado, mas não espero ele brigando na parte de cima do sumário, principalmente por vir de uma linhagem pouco testada no teste da ABCGIL, torcer para uma boa colocação do Losaiko TE da Palma para ser mais uma opção para abertura de sangue. Boa sorte a todos da Palma.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

1o Leilão Online da Turma do Gir

Do dia 1º ao dia 13 de Fevereiro os criadores de Gir de todo país terão uma ótima oportunidade de adquirir animais de ótimos criatórios e com preços acessíveis, isto porque será realizado através do Canal do Lance (www.canaldolance.com) o 1º Leilão da Thttp://www.blogger.com/img/blank.gifurma do Gir. Serão 30 lotes de diversos criadores e com qualidade diferenciada, serão 30 parcelas quinzenais e a promessa de frete facilitado para todo o território nacional.

A Turma do Gir começou através do criador goiano Dr. Emilio Castro que iniciou uma comunidade no Facebook, a ideia era juntar criadores e amantes da raça, mas mais do que isso, acabou reunindo amigos que através da internet puderam trocar experiências e conhecimentos sobre a raça, tornando-se um sucesso entre os criadores e tornou quase que obrigatória a visita diária para saber as novas notícias da raça e os seus ricos debates. Com certeza esta é uma comunidade que durará por muitos anos, pois a cada dia vem adquirindo mais integrantes e amigos. O Gir das Paineiras terá o grande prazer de vender ao lado de grandes companheiros e disponibilizará duas belas novilhas. Sucesso a todos os participantes do leilão e boas compras a todos os interessados do país, NÃO PERCAM ESSA!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Artigo: Leptospirose


A leptospirose é uma doença contagiosa causada pela infecção por qualquer espécie de bactéria patogênica do gênero leptospira.
Foi, primeiramente, identificada por Weil, no homem, no ano de 1886. Entretanto, sua etiologia só foi estabelecida no ano de 1915, quase que simultaneamente na Alemanha, por Uhlenhuth e Fromme, e no Japão por Inada e Ido.

Esta é uma zoonose onde os animais são hospedeiros primários, sendo essenciais para a persistência dos focos de infecção, e os humanos são os hospedeiros acidentais, pouco eficientes na perpetuação desta doença. Os impactos da leptospirose em relação à saúde animal são, particularmente, da esfera econômica. Nos bovinos, as perdas econômicas causadas pela leptospirose bovina estão relacionadas, tanto de forma direta como indireta, às falhas reprodutivas (infertilidade, abortamento, queda na produção de carne e leite), além das despesas com médicos veterinários, vacinas e medicamentos.

Leptospirose por ser uma doença endêmica no país e estar difundida por todo território nacional, é uma das grandes causadoras de abortos, falhas reprodutivas e perda da eficiência reprodutiva do rebanho nacional, esta relacionada com a presença de roedores nos pastos, já que estes animais são reservatórios da bactéria.
Pode ocorrer a contaminação quando a bactéria, que está presente nas águas, penetra no organismo através da pele lesada e até mesmo integra, ou quando a água ou alimentos contaminados por urina são ingeridos. Neste último caso, as bactérias podem penetrar pela mucosa digestiva ou nasal. Outra forma de contaminação é através do contato direto com a urina dos doentes ou portadores, sendo a mucosa conjuntival também considerada uma possível via de infecção. No caso de ruminantes, devido à barreira químico-mecânica representada pelo rúmen, à via digestiva só seria receptível em sua parte anterior representada pela boca e faringe.
Após a penetração, as leptospiras permanecem incubadas por um período que varia de três a quatorze dias, dependendo da quantidade de microrganismo ingerida e da virulência do tipo. Em seguida alcançam a corrente sangüínea. Dependendo do estado imunitário do animal, e devido à produção de anticorpos circulantes, as leptospiras deixam a corrente circulatória em direção ao fígado, baço, rins, trato reprodutivo, olhos e SNC. Estas bactérias podem permanecer nos rins e trato urinário, podendo ser eliminadas por semanas a meses, após a infecção (leptospirúria). Em bovinos, a leptospirúria pode persistir durante um período de 36 dias (10 a 118 dias), e o índice mais alto da excreção ocorre na primeira metade desse período. Enquanto a taxa de infecção total de um rebanho mais velho pode ser alta, a leptospirose atinge preferencialmente bezerros de 1 ano de idade ou menos. Em alguns rebanhos é comum todos os bezerros se tornarem infectados, com uma perda por morte de 15 %, os bezerros ficam fracos, perdem apetite, peso, alguns casos chegam a urinar sangue e muitos chegam a óbito.

A doença pode ocorrer tanto na forma aguda, como subaguda e crônica. Na forma aguda, o animal apresenta febre, hemoglobinúria, icterícia, anorexia, aborto e queda na produção do leite causada por uma mastite atípica, com o úbere podendo apresentar-se edematoso e flácido à palpação, e o leite torna-se amarelado ou sanguinolento, sinais clássicos da infecção pela sorovar hardjo. A forma subaguda difere da aguda só em grau, são também descritas diminuição na produção do leite, febre, leve icterícia e diminuição da ruminação. Na forma crônica, as alterações estão restritas à esfera reprodutiva, mais associada aos sorovares hardjo e pomona, culminando em abortos, geralmente no terço final da gestação, retenção de placenta, infertilidade, natimortos e morte fetal.

O tratamento com estreptomicina, 12 mg/kg, durante três dias, por via intra muscular é eficaz no tratamento da forma aguda da doença. Para eliminar a infecção nos bovinos, recomenda-se a administração de uma única dose de 25 mg/kg de estreptomicina.Se faz necessário o controle da leptospirose para prevenir a doença clínica, as perdas econômicas e minimizar o risco de infecção humana.
A aplicação de 25 mg/kg de estreptomicina em fêmeas que irão entrar em estação de monta, IATF ou serão usadas como receptoras tem dado bons resultados e aumentado o número de prenhezes.

A eliminação da doença do rebanho é muito difícil, portanto é preciso evitar que a mesma entre na fazenda para tal o controle depende da eliminação dos animais portadores da doença, de medidas higiênicas adequadas para evitar a propagação do processo infeccioso e da vacinação dos animais susceptíveis. A maioria das vacinas contém bacterinas inativadas por formalina com um ou mais sorotipos. A vacinação deve começar com bezerros de quatro a seis meses de idade. As revacinações devem ser anuais, portanto a vacinação é indispensável e trás retornos imediatos com o aumento da taxa de prenhez do rebanho.